terça-feira, 29 de setembro de 2015

Fugir

E as vezes apetece-me fugir. Mas fugir de quê e para onde se te levo sempre comigo?


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Verdadeiro

“(…)nunca me amou, eu achei que era para sempre, amor de verdade é para sempre…”


Era mais fácil te responder com todos os clichês do mundo, e tentar te fazer ver através das frases feitas (mas por vezes sábias) o que é o “amor” o “sofrer” e o “para sempre”. Mas tu sabes, tu conheces-me, e sabes que a tua visão romântica não coincide com a minha, e acabaríamos tristes e desiludidos um com o outro. Provavelmente a tua distração recorrente fará com que só leias este texto já de ferida curada. O que me deixará deveras mais aliviada. A vida é muito curta para lamentações por longos períodos, e longa o suficiente para caíres, levantares e aprenderes realmente a andar neste mundo. Aquilo a que chamas amor, é um sentimento grande, duro, mas frágil, e como qualquer outro sentimento, pode perder cor, perder sabor, amplificar a dor. O amor, é um sentimento de guerra e paz, e dependendo do equilíbrio, terás ou não direito a “terra prometida da eternidade”. O amor tem prazo, obviamente que sim. Seja de 1 dia, um mês, um ano, ou uma vida, ele sempre acaba. E as vezes nesse caminhar "lado a lado na mesma direção", existem atalhos que distanciam, que nos levam para longe, o que não invalida toda a grandiosidade, nem que não tenha sido verdadeiro ou que não tenha valido a pena. O “amor” existe sim, mas não terá que ser para sempre para ser verdadeiro. Basta existir, insistir, persistir não desistir. Mas as vezes amar é deixar partir, é seguir, é acordar sozinho, é procurar e encontrar a paz, é amar em nós o que a gente diz e faz! 




quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Respira

Inspira, expira e não pira! Cansada de ter que ser o que querem que seja. Quero que se lixe quem acha que devo ser mais assim ou mais assado. Não sou! Ponto! Sou assim. E a essência não muda. Por mais que eu passe na vida, o verdadeiro "eu" será sempre assim. Desorganizado, desorientado, confuso, inconsequente, e desajeitado. E isso não mudará nunca. E tem mais. Não gosto de estar fechada, nem que apertem as asas. Não gosto! Quero ser livre. Que mal fiz eu para me prenderem? Quem disse que quero tolerar esta prisão para depois ser compensada com cacos que amanhã nem vou lembrar? Não quero nem cacos nem poluição sonora por parte de quem "vive" num mundo que nunca disse que queria para mim. Eu não quero saber da forma que vêem o mundo. A minha pode não ser a correta, mas quem disse que existe a forma correta de ver o mundo?! A maioria?? Sério? Eu vejo uma cambada de patos hipnotizados por um mundo capitalista sem sentido, sem alma, que vivem o dia a dia numa luta, para amanhã partirem sem ter vivido.

PS : Peço desculpa aos patos por os ter comparado com humanos.