Amar não chega, é preciso mais. É preciso a vontade, a saudade, a amizade. É preciso o carinho e a compreensão em dias difíceis, e a saudade na ausência.
O amor não chega sem luta, sem moldes, sem querer. O poder das palavras desvanece nas atitudes controversas, nas opções individuais, nos gritos presos.
O amor não chega, mas é o suficiente para quem quer, e para quem faz desse querer a motivação, da potencialidade a inercia.
domingo, 1 de novembro de 2015
terça-feira, 29 de setembro de 2015
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Verdadeiro
“(…)nunca me amou, eu achei que era para sempre, amor de
verdade é para sempre…”
Era mais fácil te responder com todos os clichês do mundo, e
tentar te fazer ver através das frases feitas (mas por vezes sábias) o que é o “amor”
o “sofrer” e o “para sempre”. Mas tu sabes, tu conheces-me, e sabes que a tua visão
romântica não coincide com a minha, e acabaríamos tristes e desiludidos um com
o outro. Provavelmente a tua distração recorrente fará com que só leias este
texto já de ferida curada. O que me deixará deveras mais aliviada. A vida é
muito curta para lamentações por longos períodos, e longa o suficiente para caíres,
levantares e aprenderes realmente a andar neste mundo. Aquilo a que chamas
amor, é um sentimento grande, duro, mas frágil, e como qualquer outro
sentimento, pode perder cor, perder sabor, amplificar a dor. O amor, é um
sentimento de guerra e paz, e dependendo do equilíbrio, terás ou não direito a “terra
prometida da eternidade”. O amor tem prazo, obviamente que sim. Seja de 1 dia,
um mês, um ano, ou uma vida, ele sempre acaba. E as vezes nesse caminhar "lado a lado na mesma direção", existem
atalhos que distanciam, que nos levam para longe, o que não invalida toda a grandiosidade,
nem que não tenha sido verdadeiro ou que não tenha valido a pena. O “amor”
existe sim, mas não terá que ser para sempre para ser verdadeiro. Basta existir, insistir, persistir não desistir. Mas as vezes amar é deixar partir, é seguir, é acordar sozinho, é procurar e encontrar a paz, é amar em nós o que a gente diz e faz!
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Respira
Inspira, expira e não pira! Cansada de ter que ser o que querem que seja. Quero que se lixe quem acha que devo ser mais assim ou mais assado. Não sou! Ponto! Sou assim. E a essência não muda. Por mais que eu passe na vida, o verdadeiro "eu" será sempre assim. Desorganizado, desorientado, confuso, inconsequente, e desajeitado. E isso não mudará nunca. E tem mais. Não gosto de estar fechada, nem que apertem as asas. Não gosto! Quero ser livre. Que mal fiz eu para me prenderem? Quem disse que quero tolerar esta prisão para depois ser compensada com cacos que amanhã nem vou lembrar? Não quero nem cacos nem poluição sonora por parte de quem "vive" num mundo que nunca disse que queria para mim. Eu não quero saber da forma que vêem o mundo. A minha pode não ser a correta, mas quem disse que existe a forma correta de ver o mundo?! A maioria?? Sério? Eu vejo uma cambada de patos hipnotizados por um mundo capitalista sem sentido, sem alma, que vivem o dia a dia numa luta, para amanhã partirem sem ter vivido.
PS : Peço desculpa aos patos por os ter comparado com humanos.
PS : Peço desculpa aos patos por os ter comparado com humanos.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Sintetizar felicidade
E é preciso seguir em frente. Por mais que nos magoe por
mais que nos entristeça, temos que levantar a cabeça, limpar as lágrimas e
engolir o soluço. Vamos sintetizar felicidade, criar um castelo de papel, e
tentar olhar as estrelas em céu nublado. Elas estão lá, e continuarão lá mesmo
quando tu já cá não estiveres. Elas permanecerão durante o que para ti será
infinitamente extenso no tempo, e serão contempladas pelos teus mesmo daqui a
milhares de anos. Por isso respira fundo, fecha os olhos, conta até três, e de
sorriso no rosto surpreende a tua vida. Carrega em ti as lembranças e não as
magoas. Tudo tem um começo, um meio e um fim, e por menor que tenha sido, se foi bom,
foi mais e nunca menos. Não te lembres do que te fez chorar, mas sim do que te
fez sorrir. Não carreguemos toda a dor, chegam as cicatrizes para lembrar.
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Fórmula
Fórmula: Conhecer+querer=infelicidade. O problema está no conhecer e depois querer. Está no mais. No além. O problema está no futuro. O presente só dói porque o amanhã não me dará o que anseio hoje. Sou infeliz hoje, amanhã e serei sempre. Porque jamais estarei completa num mundo em que exijo de mim mais e mais só porque vi e quero, só porque sim. Não existe nada palpável que nos mostre que esse querer seja suficientemente válido para o sofrimento. Existe no entanto todo o querer do mundo que me fazem aperto no peito e a alma doer. E o mundo não vai parar de girar, o sol não vai deixar de brilhar nem a pele de envelhecer. E mesmo assim serei sempre um pedaço de vida a procura de mais viver no meio de tanto querer e não ter.
sábado, 8 de agosto de 2015
Humanos
Existem sempre duas formas de ver o mundo. Os que acham que
devemos ceder, e os que acham que devemos sempre nos manter hirtos e rijos. Em
qualquer uma delas estarás errado. Pois neste mundo tanto é coitado o velho que
leva o burro ao colo, quanto o burro que leva o velho montado. A vida é um pau
de dois bicos, e tu tanto passas de besta a bestial, quanto de bestial a besta.
E nem é uma questão de ying-yang, pois aqui não estamos a falar de oposto
quanto a negativo e positivo, estamos a falar de opiniões controversas que
fazem de ti incorreto independentemente da escolha que decidas tomar. Claro que
podemos ver também pelo lado positivo! E ver copo meio cheio, em vez de meio
vazio, mas na realidade a trampa é a mesma. Porque a verdade é que o copo está
a meio. Ninguém é totalmente positivo, ou negativo, ninguém é tão branco como a
neve nem tão negro como a noite. Ninguém. A vida é uma questão de cinzas, de meios-termos,
de meios. E isso não é mau! É humano. Por teres perdido a corrida uma vez, não
faz de ti um falhado, como teres errado também não faz de ti um erro. É assim a
vida, é assim o ser humano. Um conjunto de sortes e azares, que bem ou mal
constroem o futuro.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Humor Matinal
Mulher não precisa de motivo nem razão, basta ser mulher. Existem
aqueles dias que acordar cedo nem é o pior, pior é acordar mesmo. Todos os dias
acordo da mesma forma, com o mesmo despertador, com o mesmo propósito, mas nem
sempre com a mesma disposição. Hoje é um desses dias. O lençol que desprendeu,
o verniz que se perdeu na mala, a unha quebrada. Não que isso seja importante.
Para quem me conhece, sabe que de todo dou valor a coisas tão superficiais.
Bom, talvez ligue um pouco ao lençol que desprendeu, não gosto, é das poucas coisas
que me fazem trepar paredes em 2 segundos. No entanto, hoje não sei porque
acordei com uma disposição peculiar de quem vai mandar explodir o mundo em
menos de nada. Sinto minhas variações humorísticas como ritmos cardíacos. Tanto
estou a rir como de um momento para o outro a mandar tudo pelo ar. Sim eu sei…
Ainda é de manhã. Agora imaginem a agonia. Ainda tenho o dia todo pela frente.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Sombra
Mesmo que de mim não saiam mais
arco-íris de sorrisos rasgados, que a resposta seja sempre o silêncio, que para
além disto não haja mais nada. Mesmo assim, em mim permanecerá o que de mais
forte existe. O acreditar. Guardarei em mim a esperança de haver um sim em cada
não, uma luz no escuro e um brilho no olhar seco. Porque mesmo que tenha perdido pedaços de mim em cada uma das
vidas que vivi, amarei sempre em pleno a historia que elegi viver. E esperarei
mil anos, se preciso, para reviver, se possível, todo o caminho torto que
tracei. E mesmo tropeçando, caindo e levantando vezes e vezes sem conta, eu
amarei cada dia, cada lágrima, cada cicatriz se deste turbilhão de vidas que
vivi, eu tenha realmente existido e não tenha sido apenas uma alma sem sombra.
sábado, 1 de agosto de 2015
Em mim
Houveram fases da minha vida em que pensei não haver saída.
Na qual encontrava paredes em vez de portas e grades em vez de janelas. Na qual
não contemplava o nascer do sol, nem o saboreava nos seus últimos raios antes
de se fazer noite. No entanto, em nenhuma fase tive apenas diante de uma
alternativa. Tens sempre o sim e o não, o esquerda ou direita, o vou ou não vou,
o quero ou não quero. Em todas as fases, existe um fazes ou não fazes, é são
nessas fases que te escolhes, que te acrescentas, e renasces. Em cada pessoa,
em cada história, em cada lugar. Um dia, tatuarei em mim o mundo que vivi. E
nesse mundo estará cada momento partilhado. Cada pensamento dividido. Cada história
vivida.
“Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai
só. Deixa um pouco de si, e leva um pouco de nós.” Antoine de Saint-Exupéry (frase alterada)
Metades
É mais fácil viver a meia luz. Na meia face, no meio certo, no meio risco. É mais fácil viver no meio. Viver na meia verdade que na realidade é também meia mentira. Às vezes, que não é bem só às vezes, é mais fácil viver como a lua. Com face negra que ninguém conhece. Quando te das por completo, se te perderes ficas sem nada. Ficas sem face. Se vives na penumbra do que totalmente és, verás em ti a pessoa correcta, honesta, digna de um elogio hipócrita de uma sociedade de meia face também. Mas terás a paz de ser mais um e não o "um" que todas as metades procuram para criticar. A verdade, é uma utópica realidade de quem presta pouca atenção. De quem se distraiu na sua pouca sorte de ser inocente no meio de tanto lobo disfarçado de cordeiro. A verdade, irradia demasiada luz, cega as metades e não chega para tanta escuridão.
sábado, 27 de junho de 2015
"Amigas"
Lentamente dissipa-se o cansaço da mágoa. O grito esmorece e
a calma embala as memorias. Já não custa respirar e o soluço perdeu-se. O vazio
não é substituído, mas vai ficando apertado entre abraços de quem nos quer. O
choro toma a densidade da felicidade e abandona a pena. A cada passo floresce
um novo jardim. Agora é inspirar e expirar lentamente, passo a passo, sem
pressa. A vida não é só feita de perdas. Todos os dias ganhamos o direito de
poder fazer diferente, de poder ser diferente. Quando não doí é fácil sorrir,
mas quando doí tem mais valor.
sábado, 20 de junho de 2015
Estupidez
Sinto-me ridícula. Desabafo com um diário e com um blog mal-ajeitado.
Sinto-me patética! Uma parva sem futuro que tem como melhor amigo um caderno e
um computador. Vivo num ninho inacabado de pedaços de mim. Nele, não se cheiram
as lembranças nem memórias de sonhos realizados. Cheiram-se apenas refogados
feitos à pressa entre os intervalos de uma vida que não escolhi. Quero que saia
de mim o rio salgado que mantem-se preso, para que lave minha alma e leve com
ele tudo isto. Já não sinto tristeza ou infelicidade apenas. Sinto uma tremenda
mágoa que me enraivece e me desperta a vontade de caos. Não quero sorrisos sinceros, nem olhares
meigos. Não sei que fazer com eles quando em mim não reconheço mais nada que me
prenda a viver. Não quero a compreensão nem o reconhecimento da dor que sinto, se é que é dor. Não quero o abraço, nem a tristeza de ninguém pelo farrapo que estou. Não quero nada. Não quero em mim, o peso desta merda de vida que trasanda a esforço desperdiçado num contar decrescente.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Vergonha
Sinto-me envergonhada. Não que tenha feito algo que me faça sentir assim, mas porque na verdade queria que sofresses em vida tudo o que me fazes sofrer nesta morte lenta. Envergonho-me por sentir isto, este sentimento negro que quer que vivas para ver nos olhos de quem amas, o mesmo, que quem me ama vê nos meus. Envergonho-me por saber que me daria imenso prazer ver em ti cada lágrima que chorei, os olhos fundos das insónias que tive, e a dor de quem se sente impotente como me sinto agora.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Uma questao de perspectiva
Tem pressa de ser feliz.
Vai... voa longe e livremente. A vida é agora, não tem horário pós laboral, não tem pausas, não tem férias. A vida não espera. Por isso vai. Procura-a no ar fresco da noite e no sol quente do dia. Procura-a. Não desistas. Corre, salta, grita, faz o que te apetece, enquanto te apetece. Vive para ti e para eles, para a deles e para a tua felicidade. Vai! Salta o muro. A vida é do lado de lá. Não percas os momentos que farão de ti o herói das histórias dos teus. Não percas as palavras, os desabafos, as partilhas de quem te espera. Vai!!! Não esperes, a vida não espera por ninguém. E amanhã serás apenas pó. E se não viveres agora, não viverás para ninguém.
É verdade, isto é o que diz uma voz ao meu ouvido, todos os dias quando me levanto cansada por mais um dia quem ainda nem começou. É isto, todos os dias. E todos os dias tenho que dar de mim parte da minha vida para poder viver. Não faz sentido. Dar saúde, para ter saúde. Dar tempo, para ter tempo. Dar, para ter. Não faz sentido passarmos anos desta vida tão curta privamos do que mais amamos para vivermos uma vida atrás de algo que nunca atingiremos na plenitude. A Felicidade.
Vai... voa longe e livremente. A vida é agora, não tem horário pós laboral, não tem pausas, não tem férias. A vida não espera. Por isso vai. Procura-a no ar fresco da noite e no sol quente do dia. Procura-a. Não desistas. Corre, salta, grita, faz o que te apetece, enquanto te apetece. Vive para ti e para eles, para a deles e para a tua felicidade. Vai! Salta o muro. A vida é do lado de lá. Não percas os momentos que farão de ti o herói das histórias dos teus. Não percas as palavras, os desabafos, as partilhas de quem te espera. Vai!!! Não esperes, a vida não espera por ninguém. E amanhã serás apenas pó. E se não viveres agora, não viverás para ninguém.
É verdade, isto é o que diz uma voz ao meu ouvido, todos os dias quando me levanto cansada por mais um dia quem ainda nem começou. É isto, todos os dias. E todos os dias tenho que dar de mim parte da minha vida para poder viver. Não faz sentido. Dar saúde, para ter saúde. Dar tempo, para ter tempo. Dar, para ter. Não faz sentido passarmos anos desta vida tão curta privamos do que mais amamos para vivermos uma vida atrás de algo que nunca atingiremos na plenitude. A Felicidade.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Cativeiro
Vivo no medo. No medo de não ser mais, maior, melhor. De não ser eu livre,
sem pesos nas asas, sem cordas nos pés, sem vendas nos olhos. Tenho medo de
seguir no “ser” e não no “viver”. Pesam-me os olhos por aquilo que chamam de
vida. Se for para ser, que seja a serio e não apenas o bater de um pequeno
coração que faz deste corpo quente. Quero mais. Quero muito mais. E no entanto o
meu mais é tanto menos que me exigem. Apetece-me chorar. Chorar sem medo que me
avistem assim. Chorar na liberdade que trago em mim. Chorar por essa liberdade
fechada, que me proíbem de ter. Vivo no medo de fazer sofrer, de não ter, de nada ser. Tenho medo. Medo
de me fazer sofrer.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Trapos imundos
Antes matasse.
A raiva corrói a alma e fere quem sente. Tivesse eu uma pedra em vez de coração, e verias em mim, tudo aquilo que dás para matar. No meu caminho nunca cruzei tal pessoa vazia, completamente desnuda de honestidade, verdade e decência. Privada do que nasce connosco: Dignidade.
Os trapos que vestem tal corpo imundo, deveriam vir etiquetados acusando o energúmeno que és.
Queria te saber em rasto de lume bravo, em falésia de monte esquecido, em corda de pescoço partido. Queria te em cinzas de um sonho mau e não no mesmo sopro de vida que eu.
Antes matasse.
Porque depois só resta a dor de quem sente. De quem no fundo sangra por sentir. De quem preferia ser crua para poder, e não apenas ser. De quem não consegue odiar para além de meras palavras, momentaneamente sentidas perante um ser tão sujo e pequeno.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Não sou
Não sou poeta. Não reconheço
em mim a mágica ferramenta do materializar de forma desnuda tudo o que
escrevem. A capacidade despida de deixar que lhe leiam a alma. Não, de certo
que não o sou. Não permitiria que me invadissem desconhecidos, conhecidos e até
familiares, os compartimentos mais resguardados que há em mim. Porque tudo
em mim é demasiado apertado e escuro. E os cantos pelos quais se vêem luzes e arco-íris,
é o mesmo que já conhecem. Por isso mesmo, não, não sou poeta. Como poderia eu
permitir que me avaliasse por dentro quem desconheço por completo? Não, não o poderia ser. Guardo em mim demasiadas caixas ruídas por
memórias distorcidas, das quais, já não sei distinguir a realidade. Caixas,
caixinhas, caixotes e caixões. Tudo o que sou. Tudo o que não quero que saibam
que sou. Não quero que encontrem em mim minhas fraquezas, nem tudo o que dói.
Quero apenas que saibam aquilo que lhes dou, e já é mais que suficiente.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Não!! Foda-se!
Aqueles dias em que o "não" está presente em tudo. Não me apetece levantar, não me apetece trabalhar, não me apetece falar, não me apetece brincar, não me apetece! As brincadeiras deixam de ser brincadeiras e passam a ser atentados ao meu estado passivo deste dia, o sorriso passa a gargalhada sobre a minha pessoa, um atraso de um minuto passa a ter a grandiosidade de uma hora, resumindo, tudo cresce menos a minha paciência. E pior, é que eu estou consciente do exagero mas não consigo me livrar dele. Aí, começam os "foda-se" mental. Puramente por estar fechada na minha gaiola e não poder gritar para o pardal. Porque se não houvessem "danos colaterais" perante o meu gritar com ele, ai ai! Seria "FODA-SE!!!" para tudo e todos naquela gaiola. É que seja que pássaro for, empoleira-se feito falcão. E ai eu riu-me para dentro. Até a sua pequenez me irrita hoje. Mas que se FODA! O dia vai acabar. Resumindo, hoje é um dia em que NÃO me deveria ter levantado da cama, FODA-SE!
terça-feira, 12 de maio de 2015
Viver
É assim que o Homem sabe viver. Pela metade. Ou nem isso. Viver mais que isso é sofrer demais. É amar de mais. É felicidade a mais. É tudo a mais. E já diz o ditado: "Tudo o que é demais..."
Será? Eu cá não me canso de viver. Viver é uma dádiva que poucos podem, menos merecem, e quase ninguém consegue. Viver é mais que respirar. É mais que quadrados e gaiolas nos quais nos mantemos presos. É mais que acordar todas as manhãs e mais que os fios atados que vamos deixando todos os dias. Os dias que contas? Não. Não é viver. Viver, é precisamente não contar o tempo. É sentir que este voou sem darmos conta. Viver, é aquele estado de alma tão grande que nos enche o peito de felicidade sem sabermos porque. Viver é isso. Não sei o quê, mas sei que é mais e mais e nunca menos. "Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase." Paulo Leminski
Será? Eu cá não me canso de viver. Viver é uma dádiva que poucos podem, menos merecem, e quase ninguém consegue. Viver é mais que respirar. É mais que quadrados e gaiolas nos quais nos mantemos presos. É mais que acordar todas as manhãs e mais que os fios atados que vamos deixando todos os dias. Os dias que contas? Não. Não é viver. Viver, é precisamente não contar o tempo. É sentir que este voou sem darmos conta. Viver, é aquele estado de alma tão grande que nos enche o peito de felicidade sem sabermos porque. Viver é isso. Não sei o quê, mas sei que é mais e mais e nunca menos. "Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase." Paulo Leminski
sábado, 9 de maio de 2015
Sonho
Fui obrigada a seguir. Estava bem, parada. No entanto obrigaram-me a seguir. Eu não queria. Confesso que todas estas coisas de adulto me deixam infeliz. Eu não quero ter este peso nos ombros. Não quero ficar fechada entre quadro paredes só porque assim sou uma pessoa dita "normal". Porque já tenho idade para ser ou ter "responsabilidade". Quem disse que eu já tenho idade? A idade nada tem a ver com o tempo! Será que ninguém vê isto para além de mim? Lá dentro eu continuo igual à menina pequenina que brincava a fazer bolinhos de terra. Detesto esta sociedade mecânica completamente mimetista e despida de sonhos. Eu quero continuar a ser quem sou. A menina que viaja na musica enquanto sonha acordada, que ri frente ao espelho enquanto imagina um mundo fantástico. É para ai que quero seguir. Não aqui fechada! Nunca me senti tão parada seguindo em frente como agora.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Tempo
O tempo pesa a alma. Envelhece a casca e amadurece o fruto.
Tenho saudades dele no sorriso puro, olhar inocente, conforto no colo de quem
me abraçava verdadeiramente. Tenho saudades quando ele passava na lentidão
perfeita, num mundo infinitamente extenso ao olhar de quem nada sabe. Tenho
saudades dele, do tempo, daquele tempo, em que a pressa de chegar era inferior
aquele que tenho agora de regressar a esse tempo.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Amizade
Assim como diz Miguel Esteves Cardoso “Os
amigos nunca são para as ocasiões. São para sempre.”. Mas todos nós já
passamos pela infelicidade de apostar numa amizade corrupta, que nos vem fazer perder
a esperança do que realmente significa a amizade. Existem aqueles amigos pelos
quais fizemos tudo e eles tudo por nós fizeram, e de repente, só porque uma
estrela cadente rasgou o céu do lado errado, essa amizade colidiu num planeta
qualquer e explodiu. Existem muitas coisas sem explicação para o terminar de
uma relação. Seja ela de amor amizade, trabalho, etc. Cada um com a sua razão,
nenhum com um motivo válido para destruir aquilo que o destino construiu. E
passados anos, ainda meu coração palpita quando um simples “olá” de um antigo
amigo aparece num chat qualquer. E assim como o fim da amizade, a esperança
parte sem rumo quando esse “olá” vem acompanhado de um “precisava” ou um
simples “era apenas para saber se…”. E eu choro por dentro. Minha alma padece
da sua ausência, e na falta de um motivo válido, de uma explicação racional e
suficientemente forte para esta ausência. No entanto, e porque se não fosse
assim não seria eu, continuarei a relembrar com carinho tudo o que foi vivido,
e viveria novamente tudo o que recordo se o tempo assim o permitisse.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Amor
Só te queria dizer que não te odeio. Apesar de tudo, não te
odeio. Procuras em mim todas as culpas para encontrares o demónio que tinhas em
ti. Procuras em mim todas as falhas que pelas quais morremos os dois. Mas não
te odeio mesmo assim. Vês tudo tão sujo, tão negro, tão teu. Porque tu és o
escuro da noite. E mesmo assim amei cada parte de ti. Na noite. No escuro. À
margem da vida iluminada pelo sol. E mesmo assim continuei a amar-te. Errei,
cai, menti mas levantei e segui. E acusas-me do pior quando nem reconheceste
nem tiveste capacidade para olhar para além desse teu mundo escuro e fechado. Nem
conseguiste ver o quanto grande eras para mim. O quanto mesmo no escuro te via
como anjo de luz.
Porque é assim o amor quando partido em dois. Destrutivo. Mais
perigoso que a raiva e o odio, e maior que todas as crenças humanas. É capaz de
matar, de sacrificar, dar, e exigir.
Mesmo assim não te odeio. Não serão as ofensas, as pragas, a
repugnância, o desdém nem a desvalorização que me farão odiar. O que me fará odiar
é a dor de não veres além desse teu mundo. De nunca olhares para nós fora desse
teu mundo que me repugna.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Vida
Abre o livro. Vês o que de tão grande tem ele para te
oferecer? Não deixes que o mundo te molde a imagem de uma sociedade tão vazia.
Procura te. Preenche-te. Reveste tudo o que sabes com argumentações que vais
descobrir ali. Permanece com o livro aberto. Não é só sabedoria. É vida. É luz.
Deixa que o teu corpo imóvel viaje celeremente por entre as ruas que lhe falta
conhecer. Por entre as balas da guerra e poesias de uma cidade envelhecida
qualquer. Deixa a alma conhecer o que o corpo não tocou. Mantém-te online a uma
vida que realmente interessa.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Os jovens de hoje
Escravos.
De um país sem futuros, de uns progenitores falidos, de um
trabalho sem salário, de uma vida sem sonhos.
Debaixo das saias crescem lentamente, protegidos por quem
ainda deles quer saber. Sem visão periférica a única alternativa é partir para
um solo fértil que dê frutos. Deixam para trás uma infância cheia de cor, e
partem sem fronteiras à procura da luz necessária para voltarem a pintar. Já
não são filhos do nosso país. São enteados. Enviados para externatos longe de
quem amam. São apenas riscos em folhas de papel onde se podem ler gráficos destrutivos.
São apenas a sombra de uma bandeira a meia haste.
Os jovens de hoje, são os filhos do pobre que anda de bolsos
furados. São os filhos pródigos que nem à própria casa podem voltar. Os que para
sobreviver onde nasceram é necessário engolir e expelir o orgulho e o amor próprio
para que todos passem por cima. São os escravos da pátria. E são os escravos
dos outros.
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Promessas
Hoje, e porque há muito deixei de o fazer, vou matar
saudades de escrever. O facto de expor aquilo que sentimos, é também estarmos
dispostos a julgamentos precipitados, más interpretações, é rir e chorar com o nosso
próprio parecer quando o sentimento passa e o texto fica.
E relembrar é tão mais leve, que as palavras vêm dar um peso
que interpretaremos exagerado, mas na realidade vivido. Portanto, e porque nos
entretantos da vida, o que devemos guardar na nossa “caixinha” não são apenas
as coisas boas, prometo envelhecer com a dor e rejuvenescer com a felicidade,
em cada texto, em cada frase, em cada palavra, e dar o ênfase em cada vírgula,
em cada parágrafo e em cada ponto final.
Prometo evitar as reticências e textos inacabados. E deixar
em cada texto apenas aquilo que me fará reviver, e não querer viver novamente, para
que possa seguir sem olhar para trás como possibilidade, mas como uma
oportunidade já vivida.
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