Tem pressa de ser feliz.
Vai... voa longe e livremente. A vida é agora, não tem horário pós laboral, não tem pausas, não tem férias. A vida não espera. Por isso vai. Procura-a no ar fresco da noite e no sol quente do dia. Procura-a. Não desistas. Corre, salta, grita, faz o que te apetece, enquanto te apetece. Vive para ti e para eles, para a deles e para a tua felicidade. Vai! Salta o muro. A vida é do lado de lá. Não percas os momentos que farão de ti o herói das histórias dos teus. Não percas as palavras, os desabafos, as partilhas de quem te espera. Vai!!! Não esperes, a vida não espera por ninguém. E amanhã serás apenas pó. E se não viveres agora, não viverás para ninguém.
É verdade, isto é o que diz uma voz ao meu ouvido, todos os dias quando me levanto cansada por mais um dia quem ainda nem começou. É isto, todos os dias. E todos os dias tenho que dar de mim parte da minha vida para poder viver. Não faz sentido. Dar saúde, para ter saúde. Dar tempo, para ter tempo. Dar, para ter. Não faz sentido passarmos anos desta vida tão curta privamos do que mais amamos para vivermos uma vida atrás de algo que nunca atingiremos na plenitude. A Felicidade.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
Cativeiro
Vivo no medo. No medo de não ser mais, maior, melhor. De não ser eu livre,
sem pesos nas asas, sem cordas nos pés, sem vendas nos olhos. Tenho medo de
seguir no “ser” e não no “viver”. Pesam-me os olhos por aquilo que chamam de
vida. Se for para ser, que seja a serio e não apenas o bater de um pequeno
coração que faz deste corpo quente. Quero mais. Quero muito mais. E no entanto o
meu mais é tanto menos que me exigem. Apetece-me chorar. Chorar sem medo que me
avistem assim. Chorar na liberdade que trago em mim. Chorar por essa liberdade
fechada, que me proíbem de ter. Vivo no medo de fazer sofrer, de não ter, de nada ser. Tenho medo. Medo
de me fazer sofrer.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Trapos imundos
Antes matasse.
A raiva corrói a alma e fere quem sente. Tivesse eu uma pedra em vez de coração, e verias em mim, tudo aquilo que dás para matar. No meu caminho nunca cruzei tal pessoa vazia, completamente desnuda de honestidade, verdade e decência. Privada do que nasce connosco: Dignidade.
Os trapos que vestem tal corpo imundo, deveriam vir etiquetados acusando o energúmeno que és.
Queria te saber em rasto de lume bravo, em falésia de monte esquecido, em corda de pescoço partido. Queria te em cinzas de um sonho mau e não no mesmo sopro de vida que eu.
Antes matasse.
Porque depois só resta a dor de quem sente. De quem no fundo sangra por sentir. De quem preferia ser crua para poder, e não apenas ser. De quem não consegue odiar para além de meras palavras, momentaneamente sentidas perante um ser tão sujo e pequeno.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Não sou
Não sou poeta. Não reconheço
em mim a mágica ferramenta do materializar de forma desnuda tudo o que
escrevem. A capacidade despida de deixar que lhe leiam a alma. Não, de certo
que não o sou. Não permitiria que me invadissem desconhecidos, conhecidos e até
familiares, os compartimentos mais resguardados que há em mim. Porque tudo
em mim é demasiado apertado e escuro. E os cantos pelos quais se vêem luzes e arco-íris,
é o mesmo que já conhecem. Por isso mesmo, não, não sou poeta. Como poderia eu
permitir que me avaliasse por dentro quem desconheço por completo? Não, não o poderia ser. Guardo em mim demasiadas caixas ruídas por
memórias distorcidas, das quais, já não sei distinguir a realidade. Caixas,
caixinhas, caixotes e caixões. Tudo o que sou. Tudo o que não quero que saibam
que sou. Não quero que encontrem em mim minhas fraquezas, nem tudo o que dói.
Quero apenas que saibam aquilo que lhes dou, e já é mais que suficiente.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Não!! Foda-se!
Aqueles dias em que o "não" está presente em tudo. Não me apetece levantar, não me apetece trabalhar, não me apetece falar, não me apetece brincar, não me apetece! As brincadeiras deixam de ser brincadeiras e passam a ser atentados ao meu estado passivo deste dia, o sorriso passa a gargalhada sobre a minha pessoa, um atraso de um minuto passa a ter a grandiosidade de uma hora, resumindo, tudo cresce menos a minha paciência. E pior, é que eu estou consciente do exagero mas não consigo me livrar dele. Aí, começam os "foda-se" mental. Puramente por estar fechada na minha gaiola e não poder gritar para o pardal. Porque se não houvessem "danos colaterais" perante o meu gritar com ele, ai ai! Seria "FODA-SE!!!" para tudo e todos naquela gaiola. É que seja que pássaro for, empoleira-se feito falcão. E ai eu riu-me para dentro. Até a sua pequenez me irrita hoje. Mas que se FODA! O dia vai acabar. Resumindo, hoje é um dia em que NÃO me deveria ter levantado da cama, FODA-SE!
terça-feira, 12 de maio de 2015
Viver
É assim que o Homem sabe viver. Pela metade. Ou nem isso. Viver mais que isso é sofrer demais. É amar de mais. É felicidade a mais. É tudo a mais. E já diz o ditado: "Tudo o que é demais..."
Será? Eu cá não me canso de viver. Viver é uma dádiva que poucos podem, menos merecem, e quase ninguém consegue. Viver é mais que respirar. É mais que quadrados e gaiolas nos quais nos mantemos presos. É mais que acordar todas as manhãs e mais que os fios atados que vamos deixando todos os dias. Os dias que contas? Não. Não é viver. Viver, é precisamente não contar o tempo. É sentir que este voou sem darmos conta. Viver, é aquele estado de alma tão grande que nos enche o peito de felicidade sem sabermos porque. Viver é isso. Não sei o quê, mas sei que é mais e mais e nunca menos. "Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase." Paulo Leminski
Será? Eu cá não me canso de viver. Viver é uma dádiva que poucos podem, menos merecem, e quase ninguém consegue. Viver é mais que respirar. É mais que quadrados e gaiolas nos quais nos mantemos presos. É mais que acordar todas as manhãs e mais que os fios atados que vamos deixando todos os dias. Os dias que contas? Não. Não é viver. Viver, é precisamente não contar o tempo. É sentir que este voou sem darmos conta. Viver, é aquele estado de alma tão grande que nos enche o peito de felicidade sem sabermos porque. Viver é isso. Não sei o quê, mas sei que é mais e mais e nunca menos. "Não fosse isso e era menos. Não fosse tanto e era quase." Paulo Leminski
sábado, 9 de maio de 2015
Sonho
Fui obrigada a seguir. Estava bem, parada. No entanto obrigaram-me a seguir. Eu não queria. Confesso que todas estas coisas de adulto me deixam infeliz. Eu não quero ter este peso nos ombros. Não quero ficar fechada entre quadro paredes só porque assim sou uma pessoa dita "normal". Porque já tenho idade para ser ou ter "responsabilidade". Quem disse que eu já tenho idade? A idade nada tem a ver com o tempo! Será que ninguém vê isto para além de mim? Lá dentro eu continuo igual à menina pequenina que brincava a fazer bolinhos de terra. Detesto esta sociedade mecânica completamente mimetista e despida de sonhos. Eu quero continuar a ser quem sou. A menina que viaja na musica enquanto sonha acordada, que ri frente ao espelho enquanto imagina um mundo fantástico. É para ai que quero seguir. Não aqui fechada! Nunca me senti tão parada seguindo em frente como agora.
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Tempo
O tempo pesa a alma. Envelhece a casca e amadurece o fruto.
Tenho saudades dele no sorriso puro, olhar inocente, conforto no colo de quem
me abraçava verdadeiramente. Tenho saudades quando ele passava na lentidão
perfeita, num mundo infinitamente extenso ao olhar de quem nada sabe. Tenho
saudades dele, do tempo, daquele tempo, em que a pressa de chegar era inferior
aquele que tenho agora de regressar a esse tempo.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Amizade
Assim como diz Miguel Esteves Cardoso “Os
amigos nunca são para as ocasiões. São para sempre.”. Mas todos nós já
passamos pela infelicidade de apostar numa amizade corrupta, que nos vem fazer perder
a esperança do que realmente significa a amizade. Existem aqueles amigos pelos
quais fizemos tudo e eles tudo por nós fizeram, e de repente, só porque uma
estrela cadente rasgou o céu do lado errado, essa amizade colidiu num planeta
qualquer e explodiu. Existem muitas coisas sem explicação para o terminar de
uma relação. Seja ela de amor amizade, trabalho, etc. Cada um com a sua razão,
nenhum com um motivo válido para destruir aquilo que o destino construiu. E
passados anos, ainda meu coração palpita quando um simples “olá” de um antigo
amigo aparece num chat qualquer. E assim como o fim da amizade, a esperança
parte sem rumo quando esse “olá” vem acompanhado de um “precisava” ou um
simples “era apenas para saber se…”. E eu choro por dentro. Minha alma padece
da sua ausência, e na falta de um motivo válido, de uma explicação racional e
suficientemente forte para esta ausência. No entanto, e porque se não fosse
assim não seria eu, continuarei a relembrar com carinho tudo o que foi vivido,
e viveria novamente tudo o que recordo se o tempo assim o permitisse.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Amor
Só te queria dizer que não te odeio. Apesar de tudo, não te
odeio. Procuras em mim todas as culpas para encontrares o demónio que tinhas em
ti. Procuras em mim todas as falhas que pelas quais morremos os dois. Mas não
te odeio mesmo assim. Vês tudo tão sujo, tão negro, tão teu. Porque tu és o
escuro da noite. E mesmo assim amei cada parte de ti. Na noite. No escuro. À
margem da vida iluminada pelo sol. E mesmo assim continuei a amar-te. Errei,
cai, menti mas levantei e segui. E acusas-me do pior quando nem reconheceste
nem tiveste capacidade para olhar para além desse teu mundo escuro e fechado. Nem
conseguiste ver o quanto grande eras para mim. O quanto mesmo no escuro te via
como anjo de luz.
Porque é assim o amor quando partido em dois. Destrutivo. Mais
perigoso que a raiva e o odio, e maior que todas as crenças humanas. É capaz de
matar, de sacrificar, dar, e exigir.
Mesmo assim não te odeio. Não serão as ofensas, as pragas, a
repugnância, o desdém nem a desvalorização que me farão odiar. O que me fará odiar
é a dor de não veres além desse teu mundo. De nunca olhares para nós fora desse
teu mundo que me repugna.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Vida
Abre o livro. Vês o que de tão grande tem ele para te
oferecer? Não deixes que o mundo te molde a imagem de uma sociedade tão vazia.
Procura te. Preenche-te. Reveste tudo o que sabes com argumentações que vais
descobrir ali. Permanece com o livro aberto. Não é só sabedoria. É vida. É luz.
Deixa que o teu corpo imóvel viaje celeremente por entre as ruas que lhe falta
conhecer. Por entre as balas da guerra e poesias de uma cidade envelhecida
qualquer. Deixa a alma conhecer o que o corpo não tocou. Mantém-te online a uma
vida que realmente interessa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)










