“(…)nunca me amou, eu achei que era para sempre, amor de
verdade é para sempre…”
Era mais fácil te responder com todos os clichês do mundo, e
tentar te fazer ver através das frases feitas (mas por vezes sábias) o que é o “amor”
o “sofrer” e o “para sempre”. Mas tu sabes, tu conheces-me, e sabes que a tua visão
romântica não coincide com a minha, e acabaríamos tristes e desiludidos um com
o outro. Provavelmente a tua distração recorrente fará com que só leias este
texto já de ferida curada. O que me deixará deveras mais aliviada. A vida é
muito curta para lamentações por longos períodos, e longa o suficiente para caíres,
levantares e aprenderes realmente a andar neste mundo. Aquilo a que chamas
amor, é um sentimento grande, duro, mas frágil, e como qualquer outro
sentimento, pode perder cor, perder sabor, amplificar a dor. O amor, é um
sentimento de guerra e paz, e dependendo do equilíbrio, terás ou não direito a “terra
prometida da eternidade”. O amor tem prazo, obviamente que sim. Seja de 1 dia,
um mês, um ano, ou uma vida, ele sempre acaba. E as vezes nesse caminhar "lado a lado na mesma direção", existem
atalhos que distanciam, que nos levam para longe, o que não invalida toda a grandiosidade,
nem que não tenha sido verdadeiro ou que não tenha valido a pena. O “amor”
existe sim, mas não terá que ser para sempre para ser verdadeiro. Basta existir, insistir, persistir não desistir. Mas as vezes amar é deixar partir, é seguir, é acordar sozinho, é procurar e encontrar a paz, é amar em nós o que a gente diz e faz!

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