sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Verdadeiro

“(…)nunca me amou, eu achei que era para sempre, amor de verdade é para sempre…”


Era mais fácil te responder com todos os clichês do mundo, e tentar te fazer ver através das frases feitas (mas por vezes sábias) o que é o “amor” o “sofrer” e o “para sempre”. Mas tu sabes, tu conheces-me, e sabes que a tua visão romântica não coincide com a minha, e acabaríamos tristes e desiludidos um com o outro. Provavelmente a tua distração recorrente fará com que só leias este texto já de ferida curada. O que me deixará deveras mais aliviada. A vida é muito curta para lamentações por longos períodos, e longa o suficiente para caíres, levantares e aprenderes realmente a andar neste mundo. Aquilo a que chamas amor, é um sentimento grande, duro, mas frágil, e como qualquer outro sentimento, pode perder cor, perder sabor, amplificar a dor. O amor, é um sentimento de guerra e paz, e dependendo do equilíbrio, terás ou não direito a “terra prometida da eternidade”. O amor tem prazo, obviamente que sim. Seja de 1 dia, um mês, um ano, ou uma vida, ele sempre acaba. E as vezes nesse caminhar "lado a lado na mesma direção", existem atalhos que distanciam, que nos levam para longe, o que não invalida toda a grandiosidade, nem que não tenha sido verdadeiro ou que não tenha valido a pena. O “amor” existe sim, mas não terá que ser para sempre para ser verdadeiro. Basta existir, insistir, persistir não desistir. Mas as vezes amar é deixar partir, é seguir, é acordar sozinho, é procurar e encontrar a paz, é amar em nós o que a gente diz e faz! 




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