Lentamente dissipa-se o cansaço da mágoa. O grito esmorece e
a calma embala as memorias. Já não custa respirar e o soluço perdeu-se. O vazio
não é substituído, mas vai ficando apertado entre abraços de quem nos quer. O
choro toma a densidade da felicidade e abandona a pena. A cada passo floresce
um novo jardim. Agora é inspirar e expirar lentamente, passo a passo, sem
pressa. A vida não é só feita de perdas. Todos os dias ganhamos o direito de
poder fazer diferente, de poder ser diferente. Quando não doí é fácil sorrir,
mas quando doí tem mais valor.

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