Sinto-me ridícula. Desabafo com um diário e com um blog mal-ajeitado.
Sinto-me patética! Uma parva sem futuro que tem como melhor amigo um caderno e
um computador. Vivo num ninho inacabado de pedaços de mim. Nele, não se cheiram
as lembranças nem memórias de sonhos realizados. Cheiram-se apenas refogados
feitos à pressa entre os intervalos de uma vida que não escolhi. Quero que saia
de mim o rio salgado que mantem-se preso, para que lave minha alma e leve com
ele tudo isto. Já não sinto tristeza ou infelicidade apenas. Sinto uma tremenda
mágoa que me enraivece e me desperta a vontade de caos. Não quero sorrisos sinceros, nem olhares
meigos. Não sei que fazer com eles quando em mim não reconheço mais nada que me
prenda a viver. Não quero a compreensão nem o reconhecimento da dor que sinto, se é que é dor. Não quero o abraço, nem a tristeza de ninguém pelo farrapo que estou. Não quero nada. Não quero em mim, o peso desta merda de vida que trasanda a esforço desperdiçado num contar decrescente.

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