quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Respira

Inspira, expira e não pira! Cansada de ter que ser o que querem que seja. Quero que se lixe quem acha que devo ser mais assim ou mais assado. Não sou! Ponto! Sou assim. E a essência não muda. Por mais que eu passe na vida, o verdadeiro "eu" será sempre assim. Desorganizado, desorientado, confuso, inconsequente, e desajeitado. E isso não mudará nunca. E tem mais. Não gosto de estar fechada, nem que apertem as asas. Não gosto! Quero ser livre. Que mal fiz eu para me prenderem? Quem disse que quero tolerar esta prisão para depois ser compensada com cacos que amanhã nem vou lembrar? Não quero nem cacos nem poluição sonora por parte de quem "vive" num mundo que nunca disse que queria para mim. Eu não quero saber da forma que vêem o mundo. A minha pode não ser a correta, mas quem disse que existe a forma correta de ver o mundo?! A maioria?? Sério? Eu vejo uma cambada de patos hipnotizados por um mundo capitalista sem sentido, sem alma, que vivem o dia a dia numa luta, para amanhã partirem sem ter vivido.

PS : Peço desculpa aos patos por os ter comparado com humanos.


1 comentário:

  1. E é assim que gosto de ti, definiste-te na "quinta essência", espero que nunca te esqueças das tuas próprias palavras, agora... agora sê fiel a ti mesma, a acção coerente com o discurso, é difícil? Pois é, há sempre um preço a pagar pela liberdade de sermos quem somos mas no fim de contas é um trilho que não se destina aos tíbios e, por falar em "destino", mais importante que esse é a própria caminhada e com quem escolhemos "ir". Pelo caminho vais-te metamorfoseando, alguns e algumas nunca passam de lagartas, tu já não és crisálida, já és uma bela borboleta, rara e colorida que alegra a minha existência árida.

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